terça-feira, 29 de maio de 2012

A etnia Petrarca !

Sei bem sobre o que vou falar,pois é a própria essência de meu modo de ser.Isso não quer dizer que sirva como exemplo e tão pouco como motivo de apedrejamento para quem ler este post.Mas é o enfoque individual de quem costuma estar atento e do que vê e interpreta tirar observações,jamais definições definitivas,definidoras é provável.Ser Petrarca é um permanente estado de coisas,é uma ebulição constante e ininterrupta,ser Petrarca é encarar e viver a vida de acordo com suas nuances e circunstâncias,desafiando-a mas a respeitando por sabê-la volúvel e as vezes surpreendente.Usar esse sobrenome significa ser ou não ser,sem meios termos,é em qualquer situação ter a vontade e desafio de mantê-lo ,mesmo que por causas legais deva omití-lo.Interessante e vale ressaltar que todas as mulheres que passaram a assinar em razão de casamentos ou outras coisas menos comuns se tornaram por atitudes e posturas como umas legitimas representantes da raça.Eu venho de uma delas e alguns gerei,e,coisa escrita pelas vidas não se apaga,sabia que mais cedo ou mais tarde teria que ir naturalmente para outra,a unica que não se considera tão Petrarca,mas diz que muitas vezes está Petrarca,e é justamente essa exceção aquela que eu gostaria de ter tido a oportunidade de fazê-la assinar Petrarca de Petrarca.Reconheço com humildade ser essa uma das leis da vida,da minha vida ,e se não a cumpri foi talvez por razão de amar demais e ou ter chegado um pouco depois do prazo limite.Todos os Petrarca com quem convivi e convivo estão sempre vivendo ou o que estiver fazendo na vida,no limite,tipo ou tudo ou nada.Costumo dizer, quando aparece oportunidade, que nunca vi e talvez jamais tenha a oportunidade de ver e conviver com um casal mais parceiros ,mais afins que meus pais.Acredito que se tivesse acontecido essa duplicidade da qual falei estaria ali o par que mais se aproximaria deles.Ser Petrarca por muito tempo foi uma griffe,hoje eu entendo que passou a ser uma etnia.

domingo, 27 de maio de 2012

O amor nunca é tardio !

Não é de hoje que defendo a posição de que não existem surpresas,apenas coisas que demoram um pouco mais a surgirem,se revelarem e são consequências de  alguma atitude mesmo que inconsciente nossa.Toda semente  germina quando a terra em que semeada é boa,possui elementos que a fazem vicejar,mesmo que demorem algum tempo a se mostrarem,mas um dia aparecem.A pretensa surpresa decorre do fato de que não tínhamos a fé necessária para fazê-la crível e ,então,quando surge nos surpreende ou melhor nos pega desprevenidos.Assim também é nos casos de amor,aquilo que chamo de amor tardio,algo que era ansiado mas  não tido como viável.E quando ocorrem coisas assim,que deslumbram e encantam temos que ter ,e se não tiver,criar,as condições necessárias para vivê-lo ,pois sua intensidade pelas próprias características retardatárias são mais bonitas e mais urgentes.O certo,e não digo definitivo pois acho que nada é definitivo,senão não existiria o fim natural,é que esta mulher quando surge ali na sua frente,ela que vivia num horizonte infinito,representa aquela peça que faltava para encaixar e fazer todo o conjunto funcionar como se fosse a vez primeira que o fizesse.É o amor tardio,o retorno as origens,o reencontro de alguém que ficou sabe-se lá em que passado,mas que vem agora,felizmente,cumprir sua missão de dar e receber aquilo que em alguma outra vez havia sido negado,sem que se  tenha interesse em buscar essas causas.Vale o agora e o agora é tudo.Devo explicar porque chamo de amor tardio,pois coisas assim independem de tempo,mas são suscetíveis a situações que muitas ocasiões não podemos e nem temos como controlá-las,pois fogem do alcance de nossa presença e até de alguma visualização.Por isso entendo que em casos dessa natureza,de uma beleza que não precisa de explicação,precisa apenas que se faça no minimo o possível e necessário para vivê-lo e é isso que será feito.Se um dia ,por algum motivo mais forte ou fortuito ele for dado como acabado,já que de fato nunca acabará,restará a felicidade de tê-lo vivido da forma que todo grande amor deve ser.

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Horas erradas!

A coisa toda vista como um amplo e complexo campo de vivência e,porque não,sobrevivência,leva, acredito eu, a encontrar em muitos dos caminhos andados,com diversos tipos de pessoas ,e conviver com elas por motivos vários  e inevitáveis.Numa média que até pode ser contestada ,mas que é universalmente aceita como a mais válida,entre convivências e relacionamentos nos cruzamos de forma mais intensa com cerca de cem pessoas na vida..Dessas,penso que a metade poderia ser imediatamente descartada,pois não influenciaram em nada ou nada que fosse importante em nossa existência.Nas que restaram é que reside o grande e intrincado processo de intercâmbio existencial,é nelas que podemos definir com bastante exatidão aquelas que vieram um pouco tarde e poderia ser melhor se tivessem surgido mais cedo e outras que chegaram cedo demais,antecipando-se e fazendo dessa hora o momento não tão certo.E por isso duraram menos do que se tivessem tivessem aparecido no momento propício,mesmo que saibamos que independe de uma vontade pessoal um conjunto de acontecimentos que envolve muitos, fariam as coisas todas mais felizes e permaneceriam quem sabe para sempre,como marcas indeléveis e inesquecíveis.Dessas que sobraram é de onde escorre  o nosso fluxo de vida,nossas perguntas e nossas respostas,nossos sim e nãos,já que ficar em cima do muro não é meu chão. Posso falar com conhecimento do assunto pois não é que surge não sei de onde uma pessoa que devia ter vindo antes,mas que mesmo chegando um pouco tarde é possível um desfrute adequado,sem desgastes excessivos e envolvimentos definitivos.Mas é dá vida,que se há de fazer.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

O mesmo sabor diverso!

Acho que ninguém sai de casa para ir a algum lugar qualquer com a ideia pré concebida de se envolver de forma intensa com alguém.No máximo alguma enrolação,um ficar com ou sem consequências imediatas  e dê no que der estaremos prontos para o próximo finde.O que muda tudo sem que sequer possamos pensar em perceber é que a mulher turbilhão,que parece estar sempre a espreita e pode ser aquela ali que você está paquerando,se adona de tudo sem nem perguntar se pode,e ela sabe que tem esse poder,e revira tudo.A revolução que ela faz ,pelo tempo que durar,pouco ou muito nesse caso é uma questão de forma de encarar,é imediata e devastadora.Ela altera conceitos,muda atitudes,troca tudo de lugar dentro de nós,até a cama de dormir onde era cabeceira passa a ser apoio e descanso dos pés.E naquela forma de vida alucinante que não tem forma mas tem uma intensidade que não pode ser mensurada,onde poucos dias representam anos e alguns meses parecem horas,passamos a fazer parte e a viver uma vida absolutamente paralela a todas as outras anteriores.E nesse torvelinho de emoções muitas delas desencontradas entramos de olhos fechados,para o que der e vier,e gostamos.Mas todo o turbilhão ,pela própria lei da natureza ,passa, e sem que nem porque nos sobra dois ufas,o do alivio e o do e agora?Naquela casa interna onde tudo esteve um dia arrumado sobrou ,se é que sobrou algo,tudo fora de lugar,quebrado,arruinado,muitas coisas desmanteladas.Então é começar de novo e nessas horas de desalento e de algum descrédito entra,sempre tem, a mulher joão de barro,aquela que arruma  a casa,põe as coisas em seu lugar,rearranja e ordena as coisas de uma forma tal que quando percebemos,e sempre percebemos depois de acontecido,estamos outra vez envolvidos e dependentes,no eterno ciclo vital de alternâncias sentimentais.O curioso é que seja uma "louca "ou uma "santa ",estamos sempre amando e as querendo por perto.E será sempre mais uma que se tornará eterna enquanto dure e no durante é única e insubstituível.Nos breves intervalos que a vida nos oferece de afastamento dessas situações,que mais parecem ser uma preparação para a próxima,o gostoso é saber que algo se fará presente e que nesse algo estraremos de ponta cabeça,sabendo que trará prazeres incomensuráveis e dores muito doloridas,mas,todos,mesmo assim bem vindos.Talvez a verdadeira graça da coisa toda seja essa constância de viver na inconstância dos sentimentos conflitantes.

domingo, 20 de maio de 2012

Manhã de domingo!

Não devemos permitir  que somente o poeta maior tenha parado para pensar,alguma hora tem de ser a de cada um de nós,e,é até mais que razoável que façamos isso mais seguidamente.Faz bem para o coração como órgão físico é para a alma que supostamente o habita.Os mais pedantes chamam de Feed back,outros de reengenharia,e a maioria simplifica dizendo que é saudável dar uma parada para pensar.Pensar na vida que viveu,certamente,o que fez dela e o que irá tentar fazer.Que gestos assim nos fazem avaliar com clareza o que fizemos,se foi certo ou se foi cagada,como agir para que os erros não se repitam é salutar e muitas vezes imprescindível.Mas há casos em que toda vez que  "paramos "para  fazer algum tipo de avaliação o caminho para  qual sempre tendemos  a percorrer é sempre o mesmo,é aquele em que tinha tu como companhia e então deixa de ser análise e passa a ser lembranças.Talvez seja assim porque em principio não tenha acontecido nada de muito errado que necessitasse ser corrigido,talvez e o mais provável que o maior e grande erro tenha sido a separação que se pensava indolor e que se mostrou em toda a sua crueza sangradora e de cicatrização indefinida,pois quando parece que se firmou assim, alguma coisa a faz novamente reabrir.E o sangue corre e não estanca e a lágrima seca não derrama.Em casos assim,onde existem "n "razões para lembrar e cada uma é algo especial que  deixou uma válvula de escape para que tivesse sempre continuidade, e se auto municiava sempre com coisas novas que eram novas mas eram também uma adendo de si mesmas,fica difícil fazer projeções de futurologia pessoal,melhor viver o presente,mesmo que tu não seja esse presente.Azar o teu,se eu sei o que deixei de ter ,tu deve saber o que perdeu,mesmo que seja por um tempo,ou ,quem sabe,para sempre. 

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Falsa verdade!

Tem coisas que não é possível engolir e a única forma de se ver livre delas é cuspindo-as fora.Pois não é que por obra e graça de obscuro deputado a Assembléia gaucha decide homenagear,em sessão solene,a um  ex-governador que teve seu governo pautado e sempre lembrado pelo retrocesso,pelo negação mais avançada de  investimentos em processos industriais que denotassem uma visão de futuro.O sr. Olívio Dutra foi homenageado por ter investido no desenvolvimento do Rio Grande do Sul,logo a área em que ele foi totalmente infeliz ao dar de mão beijada para outro estado da federação uma planta industrial do porte da Ford.Absoluta falta de visão administrativa e um radicalismo politico que prejudicou enormemente não só uma região especifica como o conjunto do estado.Mas,para tentar justificar tamanha cagada tenta fazer uso de frases de efeito,como se elas justificassem suas burradas.Talvez esse recurso tenha sido utilizado para que mais essa façanha sirva de exemplo a todos os povos ,tal qual diz nosso hino.Disse o ilustre homenageado que não foi o Rio Grande que perdeu a Ford,mas ela é que perdeu o Rio Grande.É dose,nós não merecemos uma cavalgadura dessas cantar de galo.
A onda agora aqui em Porto Alegre são as tais de ciclovias,como se elas resolvessem todos os problemas que a cidade enfrenta em seu processo viário.Já são várias prontas e em condições de uso,mas nas que circulo ao lado diariamente,tenho prestado atenção nesse fato,não visualizei mais que dois ou três que ocasionalmente as usavam.Acho que é um tiro no pé,mais um dinheiro mal utilizado e que assim que sejam esquecidas pela mídia e saiam de moda passarão a ser pouco ou nada percebidas.
Algo que tem despertado minha curiosidade é que vejo nas ruas da cidade mais azulzinhos nas ruas do que brigadianos.Aliás,os azuizinhos parecem que se sentem os donos do mundo,grosseiros,arrogantes e extremamente competentes em multar.Se quiser engarrafar o trânsito é só colocar alguns azuis em uma sinaleira.Vai engarrafar até onde o diabo perdeu as botas.O que parece na verdade é que são orientados e estimulados a multar,pois agindo assim estarão corroborando a afirmativa do presidente da EPTC que afirmou ser de 35% a participação das multas no orçamento do órgão.E ,se faz parte do orçamento que é uma expectativa de receita,então se configura a industria da multa. Por outro lado o que tem de sinaleira não está no gibi,daqui uns tempos teremos sinaleiras em todas as esquinas.
PS.:Não é do meu inteiro agrado comentar situações políticas ou de aspecto administrativo,até porque toda a pessoa que assume um cargo diretivo no RGS,no mesmo instante sabe tudo e só ele sabe ,mesmo que nunca tenha sequer andado por perto daquilo.Prefiro falar de amores correspondidos ou nem tanto,de desamores que inspiram uma poesia,de relacionamentos que deixem lembranças e de alguns sonhos que é sempre bom tê-los.Mas,fica para outra postagem.

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Viver em Paris !

O filme Meia Noite em Paris,de Woody Allen, mostra de uma forma sucinta o encanto e o porque de Paris ser o que é.Mostra igualmente o mundo intelectual dos anos vinte,que foram tão intensos e tão ricos em suas perspectivas e desdobramentos que ficaram conhecidos como os Anos Loucos.Por isso quem tiver a oportunidade de ler o livro Casados com Paris,de Paula McLain,vai se deparar com uma história verdadeira,mesmo que entremeada de ficções que servem para a compreensão de todos os fatos ali vividos e tão esmiuçadamente narrados no livro.O filme tem algumas passagens ,mas o livro se debruça detidamente na história de amor vivida por Hemingway e Hadley.Deixando de lado as questões individuais dos dois ,que na época eram casados,e tentando compreender porque um dos mais festejados casamentos que tinha como sua marca registrada a união,a perspectiva igual e até gostos e atitudes tão intimamente definidos e em comum que causou furor quando se soube que eles iriam se separar.Não havia no circulo de seus amigos e pessoas relacionadas qualquer sombra que pudesse ofuscar aquilo com que todos conviviam diariamente.Eram tão unidos e tão possuídos um pelo outro que inclusive o exagerado consumo de álcool se dava no mesmo copo e só assim.Naquele entrevero todo em que ele procurava se tornar de fato um escritor e na vida agitada e intensa que viviam ,Paris tinha fundamental importância,pois era o centro mundial efervescente da literatura,onde viviam e conviviam os maiores escritores,poetas,filósofos e todo o mundo pensante da época.Tanto é verdade,que até os dias de hoje,Hemingway e sua turma são considerados ícones da literatura mundial.Talvez a melhor explicação para o rompimento definitivo de Ernest e Hadley seja a que ela mesmo definiu,que se amaram tanto e tão intensamente que chegou um momento que não havia mais nada a trocar,que ambos tinham se dado e vivido completamente um  ao outro.Literalmente ela disse:nós tivemos tudo um do outro.Eu concordo com a definição dela,pois um amor quando é maior do que ele mesmo não tem chance de prosperar,chega uma hora em que a grandeza  do sentimento é tão intensa e tão reclusa a eles mesmo que a única saída é ir embora,para deixar que as lembranças fantásticas o mantenham vivo e pulsante.E eles concluem que tudo só poderia acontecer em Paris,pois lá tem a brisa fecundante da verdadeira arte de viver.